Situada na frente da catedral Notre Dame, no prédio de um antigo monastério do século XVI, ela foi fundada em 1951 por um americano Georges Whitman.
Desde os anos 50, jovens escritores de passagem dormem em camas instaladas em meio aos livros, em troca de duas horas de trabalho por dia. Calcula-se que mais de 40 mil já o fizeram.
A escada é estreita. Quem sobe precisa aguardar quem está descendo, ou vice-versa. O andar é abarrotado de livros, sem ordem aparente, livros que não estão à venda, mas que podem ser lidos por qualquer visitante. Há fotos nas paredes, bilhetes e um estranho cubículo de madeira, envolto em tecido, que abriga uma mesinha, uma cadeira e uma máquina de escrever. Turistas boquiabertos fazem ranger o piso. No entanto, mesmo com suas câmeras no pescoço, eles não tiram fotos. É como se estivessem dentro da Notre-Dame. Reina, no segundo andar da Shakespeare and Company, um silêncio respeitoso.
Isso não fossem as vozes dos jovens sentados nas camas estreitas em meio aos livros, conversando sobre literatura. Eles passam seu tempo mais dentro do lugar, a ler, escrever e discutir, do que a flanar pelos bulevares.
Sonho de consumo de um jovem escritor...
XOXO




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